Por:
Sérgio Liova – Ass. SOSERTÃO
Todo surfista que se preze sabe que no Havaí existem as melhores e mais fortes ondas do mundo. Quixadá então pode ser considerado o Havaí do vôo livre com uma das condições mais fortes e desafiadoras do planeta!
Chegamos à Pipeline das termais por volta das 8 da manhã e a ventaca já estava pra lascar como dizemos nós nordestinos! Rajadas de 50km/h e condição já formada com clouds streets por todos os lados. O Cecéu e o Rafael Saladini da equipe Sol já estavam preparados para decolar, assim como o Ceará da Flash Paragliders. Estes decolaram numa condição de vento que poucos se atreveriam e partiram para a tirada. O Búlgaro de nossa trip Dimitar escolheu o momento errado para decolar e acabou voando de ré para trás da rampa. Felizmente ele não sofreu nenhum colapso e posou com segurança pouco atrás da decolagem.
Todos os pilotos de parapente já estavam preparados, mas por conta dos fortes ventos ficaram esperando uma calmaria para decolar. Hoje foi mesmo o dia da turma da asa delta. Quase todos os pilotos decolaram, sendo que sete chegaram ao Gol. Jim, Moicano, Dudu, Thales, Alexei e os irmão Vils (Ruth e Raquel) mataram a pau esta etapa que é a mais longa do Rally com 202 km a serem percorridos até a Cidade de Ipu no Ceará.
Já a turma do parapente se desanimou com o ventão e empacotou o equipamento para encarar o caminho até Ipu por terra. Menos eu (Sérgio Liova) e Peixe de Brasília que insistimos um pouquinho para decolar por volta das 13:30 e fazer os 65km até Madalena. Vi que a condição estava animal com termais de mais de 6m/s e teto de 2400m.
Amanhã será a última etapa em rampa natural na cidade de Ipu.